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Tipo: Dissertação
Título: Qualidade de vida e depressão entre profissionais de enfermagem em hospitais de ensino.
Título(s) alternativo(s): Quality of life and depression among nurses in teaching hospitals.
Autor: Coimbra, Marli Aparecida Reis 
Primeiro orientador: Miranzi, Mário Alfredo Silveira
Resumo: As temáticas relacionadas à saúde mental como a depressão e a medida da qualidade de vida (QV) têm contribuído para a compreensão do cotidiano laboral dos profissionais de saúde, sobretudo a equipe de enfermagem. O objetivo deste estudo foi analisar a QV e a depressão entre os profissionais de enfermagem de hospitais de ensino e os fatores associados. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, transversal e analítico, realizado em três hospitais de ensino da cidade de Uberaba-MG, sendo dois com certificação de ensino (Hospital Universitário e Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro) e um com características de ensino aguardando a certificação do Ministério da Saúde e Educação (Hospital Dr. Hélio Angotti). Para a coleta de dados foram utilizados três instrumentos, sendo um questionário sociodemográfico, o Inventário de Depressão de Beck e o WHOQOL-BREF, no período de fevereiro a junho de 2013, considerando três meses de coleta para cada instituição. Para a análise de dados utilizou-se frequências absolutas e percentuais, medidas de posição (média, mediana) e dispersão (desvio padrão, valor mínimo e máximo). Para identificar as classes de depressão foi utilizada a tabela categórica para população geral do Inventário de Beck. Também realizadas as análises da Correlação de Pearson e de Spearman e do teste t-Student. O instrumento de qualidade de vida foi analisado de acordo com sua sintaxe, e também foi realizada a regressão linear múltipla entre as variáveis potenciais confundidoras e a depressão e a qualidade de vida. O programa estatístico utilizado foi o software Statistic Package for Social Sciences (SPSS) versão 20.0. O nível de significância para os testes foi de 0,05%. De uma população de 959 profissionais de enfermagem foram sorteados 635 e participaram da pesquisa 519 profissionais, dentre eles técnicos em enfermagem (85,7%) e enfermeiros (14,3%). Os resultados mostraram que os profissionais foram predominantemente do sexo feminino (82,9%), com faixa etária de 19 a 67 anos, com média de 36,9 anos. 53,8% eram casados ou viviam em união estável. Moravam sozinhos cerca de 8,9%, 49,1% tinham um ou dois filhos. A renda de um a dois salários mínimos foi representada por 18,9% profissionais e de 49,3% de três a cinco salários. Em relação ao turno de trabalho 60,7% pertenciam ao período diurno e 39,3% ao noturno. Tinham outro emprego 29,9% dos profissionais, e a maioria 57,8% realizava hora extra. A média de horas diárias de sono foi 6,43 horas. Dos profissionais que declararam ter algum tipo de doença 7,7% responderam depressão, 10,6% doença cardíaca, 11,6% doença osteomuscular e 31,4% tiveram afastamentos nos últimos dois anos. Neste estudo a presença de sinais indicativos de depressão foi de 21,9%. O escore de depressão associado às variáveis sociodemográficas revelou que somente a variável sexo apresentou-se estatisticamente significante (p=0,04). O sexo feminino (média=9,66) apresentou média mais elevada de depressão, tal como na população em geral. Em relação à QV o domínio ambiental apresentou o menor escore (56,20) e o domínio social ficou com o maior escore médio de qualidade de vida (92,64). Para o domínio ambiental as variáveis de vínculo empregatício (p=0,01), cargo (p=0,0004) e turno de trabalho (p=0,01) apresentaram-se estatisticamente significantes, implicando maior média de QV para os profissionais concursados, cargo de enfermeiro e do turno noturno, contradizendo outros estudos que acreditam ser este turno o fator de predisposição para a depressão. Para os domínios social e psicológico apenas a variável sexo apresentou-se estatisticamente significante (p=0,02) e (p=0,0002) respectivamente, onde as médias de QV foram mais elevadas para o sexo masculino. O escore de depressão impactou negativamente a qualidade de vida em todos os domínios, apresentando p < 0,001, tendo associação forte para todos os domínios, onde o físico (r = -0,62), ambiental (r = -0,51), social (r = -0,58) e psicológico (r = -0,69). Os valores negativos demonstram que quanto menor a qualidade de vida maior o escore de depressão. Este trabalho pode contribuir para novas ações considerando a saúde do trabalhador. São necessárias medidas de avaliação de QV e depressão no trabalho de enfermagem como parâmetro para a educação em saúde, avaliação de desempenho, satisfação no trabalho e cuidado com o cliente.
Resumo: The topics related to mental health such as depression and quality of life (QOL) have contributed for the understanding of the daily work of health professionals, particularly nursing staff. The aim of this study was to analyze the QOL and depression among nursing professionals at teaching hospitals and associated factors. This is an observational epidemiological , cross-sectional analytical study carried out in three teaching hospitals of the city of Uberaba , two with teaching certification ( University Hospital and Clinic Hospital of Federal University of Triangulo Mineiro) and with teaching features awaiting certification from the Ministry of Health and Education (Dr. Hélio Angotti Hospital) . To collect data, three instruments were used, and one sociodemographic questionnaire, the Beck Depression Inventory and the WHOQOL -BREF, in the period from February to June 2013, considering three months of collection for each institution. For data analysis we used absolute and percentage frequencies, position measurements (mean, median) and dispersion ( standard deviation, minimum and maximum values). To identify classes of depression categorical table was used for the general population of the Beck Depression Inventory. Also performed analyzes of Pearson and Spearman correlation and Student t-test. The instrument of quality of life was analyzed according to its syntax , and multiple linear regression between potential confounding variables and depression and quality of life was also performed . The statistical program used was the Statistic Package for Social Sciences ( SPSS ) version 20.0 . The level of significance for the tests was 0.05 % . From a population of 959 nurses were randomly selected and 635 participated in the survey 519 professionals , including nursing technicians ( 85.7 % ) and nurses ( 14.3% ) . The results showed that professionals were predominantly female (82.9 %), aged 19-67 years old, mean 36.9 years old. The married or those who had stable relationship accounted for 53.8 %. 8.9% lived alone, 49.1% had one or two children. Income of one to two minimum wages was represented by 18.9% professionals and 49.3 % professionals from three to five. Regarding the shift, 60.7 % belonged to the daytime and 39.3 % to the night. 29.9 % of the professionals had another job and 57.8 %, the majority, worked overtime. The average daily hours of sleep was 6.43 hours. From the professionals who reported having some kind of disease 7.7% reported depression, 10.6% heart disease, 11.6 %, musculoskeletal disease and 31.4 % had lost working days in the last two years. In this study the presence of the signs indication of depression was 21.9 %. The depression score associated sociodemographic variables revealed that only the gender variable was statistically significant (p =0.04). The female (mean = 9.66) had higher mean depression, as in the general population. Regarding QOL the environmental domain had the less score (56.20) and the social domain had higher mean score of quality of life (92.64). For the environmental variables of employment (p = 0.01) , position (p = 0.0004) and work shift (p = 0.01) were statistically significant , implying higher mean QOL for professionals approved in open tendering, nurse position and the night shift, contradicting other studies that showed that this shift is a predisposing factor for depression. For the social and psychological domains, only the gender variable was statistically significant, with p = 0.02 and p= 0.0002, respectively, where the average QOL were higher for males. The depression score impacted negatively on the quality of life in all areas, with p < 0.001, with strong association to all areas where the physical (r = -0.62), environmental (r = -0.51), social (r = -0.58) and psychological (r = -0.69). Negative values show that the lower the quality of life, the higher the depression score. This work may contribute to new actions considering the health of the worker. It is necessary measures to evaluate QOL and depression at nursing work as a parameter for education in health, performance appraisal, job satisfaction, and customer care.
Palavras-chave: Equipe de enfermagem
Qualidade de vida
Depressão
Nursing Team
Quality of Life
Depression
Área do CNPQ: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM::ENFERMAGEM DE SAUDE PUBLICA
Idioma: por
País: BR
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Sigla da instituição: UFTM
Departamento: Atenção à Saúde das Populações
Programa: Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde
Citação: COIMBRA, Marli Aparecida Reis. Quality of life and depression among nurses in teaching hospitals.. 2013. 102 f. Dissertação (Mestrado em Atenção à Saúde das Populações) - Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2013.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Data do documento: 18-Dec-2013
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde

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