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Tipo: Dissertação
Título: Influência de propriedades físicas dos objetos no alcance e na ação exploratória manual de crianças com baixa visão
Autor: ALEIXO, Andrezza Aparecida
Primeiro orientador: PEREIRA, Karina
Resumo: A criança utiliza-se da visão e da percepção tátil para explorar os objetos e o ambiente. Nas crianças com baixa visão, pode existir uma alteração nessa exploração devido à diminuição da capacidade visual, assim como da sensação tátil. O objetivo do estudo foi analisar a influência de propriedades físicas dos objetos, no alcance e na ação exploratória manual de crianças com baixa visão e visão normal, do 1º ao 3° ano de idade. Mediante o consentimento dos pais, participaram do estudo 11 crianças com diagnóstico oftalmológico de baixa visão (3 no grupo de 1 ano, 4 de 2 anos e 4 de 3 anos) e 18 crianças com visão normal, sendo 6 delas para cada idade (1, 2 e 3 anos). As crianças foram avaliadas uma única vez. Os materiais utilizados na avaliação foram: seis cubos, três pequenos e três grandes, sendo os pares com três tipos de estímulos diferentes: luminoso, alto contraste (preto e branco) e texturas diferentes. Todo o teste foi filmado para posterior análise. O teste ocorreu em 2 Fases: na Fase I, foram ofertados à criança os cubos grandes e, na Fase II, os cubos pequenos. Cada cubo era apresentado à criança por 1 minuto, com intervalo de 15 segundos entre eles. O alcance uni e bimanual e as ações exploratórias manuais, como deslizar a mão ou dedos no objeto, levá-lo à boca, bater no objeto com uma das mãos, bater com o objeto, transferi-lo de mão, girá-lo na mão, alternar entre levar à boca e olhar para o objeto, agitar, cheirá-lo e senti-lo foram codificados pela frequência de ocorrências. A partir da análise dos dados coletados, constatou-se que as crianças com baixa visão realizaram mais alcances (p=0,000) e menos ações exploratórias do que as crianças com visão normal (p=0,027). As experiências relativas ao alcance e à ação exploratória manual, em relação aos diferentes cubos, demonstram que o cubo grande de contraste, aos 2 anos, foi o mais alcançado pelo grupo de baixa visão (p=0,003) e o cubo pequeno de contraste o mais explorado pelo grupo de visão normal (p=0,003). Com os envolvidos de 1 ano, houve diferença no alcance uni e bimanual, para o cubo grande de luz, no grupo com visão normal (p= 0,021), e o pequeno de textura na baixa visão (p= 0,046); aos 2 anos, o resultado foi diferente: o cubo grande de textura (p=0,021), o grande de contraste (p=0,018) e o grande de luz (p= 0,031) somente para as crianças de visão normal; aos 3 anos, houve diferença no cubo grande de textura (p= 0,003) e no grande de contraste (p= 0,011), para o grupo de visão normal, e cubo grande de luz, tanto para o grupo de visão normal (p= 0,000) como para o grupo de baixa visão (p= 0,013). Quanto às ações exploratórias manuais, constatou-se uma diferença apenas aos 3 anos, na ação de bater no objeto, sendo esse movimento realizado, mais vezes, pelo grupo com baixa visão (p=0,042). As crianças com baixa visão alcançaram mais e exploraram menos os cubos, embora tenham utilizado estratégia semelhannte a das crianças com visão normal para a explorção manual.
Resumo: Cildren use vision and the tactile perception to explore the objects and the environment around them. In children with low vision, may exist an alteration in this exploration due to the decrease of the visual capacity, and tactile perception. To analyze the influence of the physical properties of the objects in range and in the manual exploratory action of children with low vision and normal vision from 1st to 3rd year of age. With the parental consent, participated in the study 11 children with the ophthalmologic diagnosis of low vision (3 in the group of 1 year old, 4 of 2 years old and 4 of 3 years old) and 18 children with normal vision being 6 children for each age (1, 2 and 3 years old). The children were evaluated only once in the Institutions. The materials used in the evaluation task were: six cubes, three small and three big, the pairs being with three types of stimulation: luminous, high black and white contrast and different textures. The entire test was filmed for the later analysis. The test happened in 2 phases: in Phase 1 the big cubes was offered to the child and in Phase 2, the small ones. Each cube was submitted to the child for 1 minute, with an intermission of 15 seconds between them. The range, uni and bimanual, and the manual exploratory actions like, sliding the hand or fingers on the object, bringing it to the mouth, hitting the object with one of the hands, hitting with the object, transfering it from hand, turning it on the hand, alternating between taking it to the mouth and looking at the object, shaking, smelling the object and feeling it were codified by frequency of occurrence. From the analysis of the collected data, it was found out that the children with low vision held a greater number of ranges (p=0,000) and a lower number of exploratory actions, than the group with normal vision (p=0,027). The experiments concerning the range and the manual exploratory action, in relation to the different cubes, shows that the big contrast cube, at 2 years old, was the most reached by the group of low vision (p=0,003) and the small contrast cube was the most explored by the normal vision group (p=0,003). With involved of 1 year old, there was a difference in range for the uni and bimanual big light cube in the group with normal vision (p=0,021), and the small texture cube in low vision (0,046); at 2 years old, the result was different: the big texture cube (0,021), the big contrast cube (p=0,018) and the big light cube (p=0,031) only for children of normal vision; at 3 years old, there was a difference in the big texture cube (0,003) and in the big contrast cube (p=0,011), for the normal vision group, and the big light cube both for the normal vision group (p=0,000) and for the low vision group (p=0,013). As for manual exploratory actions, it was found a difference only at age 3, in the action of hitting the object, this movement being realized more times by the group with low vision (p=0,042). The children with low vision reached more but explored less cubes, although they used the strategy semelhannte of children with normal vision to explorção manual.
Palavras-chave: Criança
Visão
Percepção tátil
Comportamento exploratório manual
Child
Vision
Tactile perception
Manual exploratory behavior
Área do CNPQ: Educação Física
Idioma: por
País: BR
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Sigla da instituição: UFTM
Departamento: Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Graduação em Educação Física
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação Física
Citação: ALEIXO, Andrezza Aparecida. Influência de propriedades físicas dos objetos no alcance e na ação exploratória manual de crianças com baixa visão. 2013. 71 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2013.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Data do documento: 28-Feb-2013
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Educação Física

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