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http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/2158Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.creator | TERRA, Gabriel Siqueira | - |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/6890850616917936 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | SANTEIRO, Tales Vilela | - |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/5391944071281583 | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-10-01T16:03:39Z | - |
| dc.date.available | 2025-12-03 | - |
| dc.date.available | 2026-10-01T16:03:39Z | - |
| dc.date.issued | 2025-12-03 | - |
| dc.identifier.uri | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/2158 | - |
| dc.description.resumo | Freud indicou em Caminhos da terapia psicanalítica, texto de 1919, a necessidade de uma abertura da psicanálise a ampliações clínicas. Desde então, diversas discussões foram ensejadas e o que se vê na atualidade é que os profissionais psis seguem atuando nas clínicas privadas, mas também têm trabalhado em diversos outros contextos – reflexos da dimensão viva da clínica psicanalítica. Dessa maneira, ponderações sobre os conceitos de setting (enquadre) terapêutico e a sua aplicabilidade a diferentes conjunturas devem seguir em relevância. É possível compreender o setting como um conjunto de condições que permitem o desenvolvimento de um processo terapêutico, possibilitando a investigação e a transformação de fenômenos psíquicos em determinado cenário. Deve-se ter em conta seus aspectos externos (espaço, honorários e tempo, por exemplo) e seus aspectos internos que dizem dos estados mentais que se passam durante os processos clínicos. A considerar que tais compreensões perpassam processos formativos e de identificação profissional e que, por vezes, profissionais são “retirados” de seus lugares de atuação usuais; estudos sobre o enquadre, portanto, demandam continuidade. Nesse sentido, esta Dissertação teve por objetivo geral investigar as compreensões e as vivências de setting a partir das perspectivas próprias dos envolvidos em práticas psicoterapêuticas, para tanto dois estudos foram estruturados. O Estudo 1 investigou como psicoterapeutas de orientação psicanalítica compreendem e vivenciam o conceito de setting em contextos que extrapolam a clínica standard. Baseou-se em entrevistas com nove psicólogos atuantes em diferentes cenários clínicos, analisadas conforme a técnica de análise de conteúdo clínico-qualitativa. Os participantes relataram uma transição de visões rígidas e idealizadas para compreensões mais flexíveis, que valorizam o setting como atitude interna do analista; destacaram a importância da postura ética, da escuta e da presença psíquica como sustentáculos do processo terapêutico. Nas adaptações ao trabalho em instituições e ambientes virtuais, os profissionais enfrentaram desafios como falta de privacidade, interferências externas e articulações com 8 equipes; estratégias de manejo, como acordos com pacientes e colegas, além da criação simbólica de espaços de escuta, foram fundamentais para preservar a função psicanalítica do setting. Foi observado o setting como um dispositivo vivo e relacional, que exige constante reinvenção diante das realidades contemporâneas, cuja sustentação implica em uma construção ética e simbólica que permite a continuidade dos trabalhos clínicos em diferentes cenários. O Estudo 2 investigou os efeitos de um grupo operativo realizado em enquadre remoto no contexto pandêmico. Como campo de atuação em expansão, investigações referentes aos grupos on-line são ainda incipientes e têm demandado ponderações; além disso, estudos de acompanhamento se mostram ferramentas relevantes na investigação da efetividade de práticas desenvolvidas. Três anos distante da primeira intervenção, a (re)composição de um grupo operativo foi utilizada como método de coleta de dados; seis estudantes de um curso de graduação em psicologia aceitaram participar de três novas sessões, realizadas de forma síncrona. Apesar de desafios relacionados à adesão e assiduidade, o grupo foi espaço de reconexão e reflexão sobre a experiência anterior; possibilitou ainda a emergência de novas demandas relacionadas ao contexto atual das integrantes. Concluiu-se que a nostalgia e a confiança em retomar o setting grupal remoto reforçam a relevância desses dispositivos como ferramentas de suporte emocional e de construção de vínculos. Em síntese, ambos os estudos revelam a potência de trabalhos psicanaliticamente orientados (vivos e adaptáveis), capazes de responder às demandas de um mundo em constante transformação. A flexibilidade do setting psicanalítico e a capacidade de promover conexões significativas através das práticas de grupos operativos remotos foram contribuições centrais. | pt_BR |
| dc.description.abstract | In Paths of Psychoanalytic Therapy (1919), Freud pointed to the need for an opening of psychoanalysis to clinical expansions. Since then, numerous discussions have emerged, and what can be observed today is that mental health professionals continue to work in private practice but have also expanded their work to a variety of other contexts – reflections of the living dimension of the psychoanalytic clinic. Thus, considerations regarding the concepts of the therapeutic setting and its applicability to different circumstances remain highly relevant. The setting can be understood as a set of conditions that enable the development of a therapeutic process, allowing for the investigation and transformation of psychic phenomena within a given context. It encompasses both external aspects (such as space, fees, and time) and internal aspects, which concern the mental states that unfold during clinical processes. Considering that such understandings permeate formative processes and professional identification and that, at times, professionals are “removed” from their usual places of practice; studies on the setting demand ongoing attention. In this sense, the present dissertation aimed to investigate the understandings and experiences of the setting from the perspectives of those involved in psychotherapeutic practices. To that end, two studies were conducted. Study 1 investigated how psychotherapists of psychoanalytic orientation understand and experience the concept of setting in contexts that go beyond the standard clinical framework. It was based on interviews with nine psychologists working in diverse clinical settings, analyzed through the clinical-qualitative content analysis method. Participants reported a transition from rigid and idealized views to more flexible understandings that value the setting as an internal attitude of the analyst. They highlighted the importance of ethical stance, listening, and psychic presence as pillars of the therapeutic process. In adapting their work to institutional and virtual environments, professionals faced challenges such as lack of privacy, external interferences, and coordination with teams; management strategies, including agreements with patients and colleagues, as well as the symbolic creation of spaces for listening, proved fundamental to preserving the psychoanalytic function of the setting. The setting was thus observed as a living and relational device that requires constant reinvention in the face of contemporary realities, whose maintenance implies an ethical and symbolic construction that enables the continuity of clinical work in different contexts. Study 2 investigated the effects of an operative group conducted in a remote setting during the pandemic context. As an expanding field of practice, research on online groups is still incipient and requires further consideration; moreover, follow-up studies have proven to be relevant tools for investigating the effectiveness of such practices. Three years after the first intervention, the (re)composition of an operative group was used as a data collection method; six undergraduate psychology students agreed to participate in three new synchronous sessions. Despite challenges related to attendance and adherence, the group served as a space for reconnection and reflection on the previous experience and allowed new demands to emerge, related to the participants’ current contexts. It was concluded that the nostalgia and trust in resuming the remote group setting reinforce the relevance of such devices as tools for emotional support and bond formation. In summary, both studies reveal the vitality of psychoanalytically oriented work (alive and adaptable), capable of responding to the demands of a constantly changing world. The flexibility of the psychoanalytic setting and its capacity to foster meaningful connections through remote operative group practices were central contributions. | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Triângulo Mineiro | pt_BR |
| dc.publisher.department | Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFTM | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Psicologia | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Psicologia Clínica. | pt_BR |
| dc.subject | Psicanálise. | pt_BR |
| dc.subject | Psicoterapia de Grupo. | pt_BR |
| dc.subject | Telessaúde Mental. | pt_BR |
| dc.subject | Saúde. | pt_BR |
| dc.subject | Clinical Psychology. | pt_BR |
| dc.subject | Psychoanalysis. | pt_BR |
| dc.subject | Group Psychotherapy. | pt_BR |
| dc.subject | Telemental Health. | pt_BR |
| dc.subject | Health. | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA | pt_BR |
| dc.title | Vivências em setting: perspectivas de profissionais de orientação psicanalítica e de participantes de processos grupais on-line | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Psicologia | |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Dissert Gabriel S Terra.pdf | Dissert Gabriel S Terra | 612,45 kB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
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