Biblioteca Digital de Teses e Dissertações PÓS-GRADUAÇÃO SCTRICTO SENSU Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde
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dc.creatorFRANCISCON, Ana Luisa da Cruz-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0979967238504858pt_BR
dc.contributor.advisor1PAN, Raquel-
dc.contributor.advisor1Lattes.pt_BR
dc.date.accessioned2026-10-19T15:24:07Z-
dc.date.available2025-07-21-
dc.date.available2026-10-19T15:24:07Z-
dc.date.issued2025-07-21-
dc.identifier.urihttp://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/2175-
dc.description.resumoIntrodução: Mulheres de todas as idades, culturas e grupos socioeconômicos são vítimas de violência. Os casos de violência contra a mulher são prevalentes em países de baixa e média renda e ocorrem comumente no contexto familiar. Estima-se que em todo o mundo uma em cada três mulheres já sofreram violência física e/ou sexual ao longo da vida por parte de um parceiro ou violência sexual por terceiros. Objetivo: Descrever as notificações de violência autoprovocada e interpessoal contra a mulher no Brasil entre 2011 e 2022. Método: Este é um estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, que utiliza dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O software utilizado para análise e visualização dos dados foi o Microsoft Office Excel© 2016. Foram utilizados recursos de estatística descritiva, com a geração da distribuição de frequências absolutas e relativas, além de medidas de tendência central, principalmente médias e estimativas temporais, como tendência e sazonalidade. Resultados: Foram identificadas 1.657.786 notificações de violência contra a mulher no Brasil entre 2011 e 2022, sendo o ano de 2022 o que apresentou a maior incidência. A maioria das vítimas residia na região Sudeste, especialmente no estado de São Paulo. A região Norte apresentou os menores índices de notificação, com destaque para o Amapá, que registrou o menor número de casos. As principais vítimas tinham entre 18 e 29 anos, não estavam gestantes, eram brancas ou pardas, possuíam ensino médio completo e eram casadas ou viviam em união consensual. A maioria dos casos de violência ocorreu entre 18h e 23h59, no ambiente domiciliar, apresentando caráter recorrente. As formas de violência mais notificadas foram a física e a psicológica/moral, sendo a força corporal/espancamento e a ameaça os principais meios de agressão utilizados. Nos casos de violência sexual, o estupro foi o tipo mais frequente, seguido do assédio sexual. Quanto ao provável agressor, observou-se maior frequência de autores do sexo masculino, com idades entre 25 e 59 anos. Os principais agressores foram a própria vítima, seguidos por cônjuges e ex-cônjuges. Conclusão: Os resultados evidenciam o aumento crescente das notificações de violência contra a mulher no Brasil, sendo os agressores, em sua maioria, homens próximos ao convívio da vítima, e o domicílio como principal local das agressões. Os dados reforçam a importância da capacitação dos profissionais de saúde para aprimorar o processo de notificação enquanto instrumento de cuidado, além de contribuírem para a implementação de políticas públicas mais eficazes.pt_BR
dc.description.abstractIntroduction: Women of all ages, cultures and socioeconomic groups are victims of violence. Cases of violence against women are prevalent in low- and middle-income countries and commonly occur within the family context. It is estimated that worldwide one in three women have experienced physical and/or sexual violence at least once in their lifetime from a partner or sexual violence by third parties. Objective: To describe reports of self-inflicted and interpersonal violence against women in Brazil between 2011 and 2022. Method: This is a descriptive, retrospective and quantitative study, which uses data from the Department of Information Technology of the Unified Health System and the Information System for Notifiable Diseases. The software used for data analysis and visualization was Microsoft Office Excel© 2016. Descriptive statistics resources were used, with the generation of the distribution of absolute and relative frequencies, in addition to measures of central tendency, mainly averages and temporal estimates, such as trend and seasonality. Results: A total of 1,657,786 reports of violence against women were identified in Brazil between 2011 and 2022, with the highest incidence in 2022. Most victims lived in the Southeast region, especially in the state of São Paulo. The North region had the lowest reporting rates, with Amapá standing out, which recorded the lowest number of cases. The main victims were between 18 and 29 years old, were not pregnant, were white or brown, had completed high school, and were married or living in a consensual union. Most cases of violence occurred between 6:00 p.m. and 11:59 p.m., in the home environment, and were recurrent. The most frequently reported forms of violence were physical and psychological/moral, with physical force/beating and threats being the main means of aggression used. In cases of sexual violence, rape was the most frequent type, followed by sexual harassment. As for the likely aggressor, the highest frequency was observed among male perpetrators, aged between 25 and 59 years. The main aggressors were the victim herself, followed by spouses and ex-spouses. Conclusion: The results show a growing increase in reports of violence against women in Brazil, with the majority of perpetrators being men close to the victim's home, and the home being the main location of the attacks. The data reinforce the importance of training health professionals to improve the reporting process as a care tool, in addition to contributing to the implementation of more effective public policies.pt_BR
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIGpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Triângulo Mineiropt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Graduação em Enfermagempt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsUFTMpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúdept_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectViolência contra a mulher.pt_BR
dc.subjectViolência de gênero.pt_BR
dc.subjectSistemas de informação em saúde.pt_BR
dc.subjectNotificação.pt_BR
dc.subjectViolence against women.pt_BR
dc.subjectGender-based violence.pt_BR
dc.subjectHealth information systems.pt_BR
dc.subjectNotification.pt_BR
dc.subjectEpidemiology.pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS DA SAUDEpt_BR
dc.titleCaracterização das notificações de violência contra a mulher no Brasilpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
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