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Tipo: Tese
Título: Avaliação cardiovascular, muscular e da mobilidade funcional de adolescentes com síndrome de Down atendidos na Equoterapia e Fisioterapia
Autor: BEVILACQUA JUNIOR, Domingos Emanuel 
Primeiro orientador: ESPINDULA, Ana Paula
Primeiro co-orientador: TEIXEIRA, Vicente de Paula Antunes
Resumo: Introdução: As doenças cardiovasculares são as maiores causadoras de mortalidade na população mundial e os indivíduos com Síndrome de Down possuem um risco notoriamente maior de desenvolvimento dessas doenças. Alguns dos fatores que contribuem para eventos cardiovasculares são pressão arterial elevada, sedentarismo, baixa resposta adaptativa de frequência cardíaca e pressão arterial durante atividades físicas. A hipotonia muscular, característica da Síndrome de Down compromete a mobilidade funcional, a força muscular e consequentemente a atividade elétrica muscular. Objetivos: Avaliar os efeitos da Equoterapia e da Fisioterapia sobre os valores dos parâmetros cardiovasculares, musculares e da mobilidade funcional de adolescentes com Síndrome de Down. Materiais e Métodos: O estudo incluiu 14 sujeitos com Síndrome de Down divididos em dois grupos: nove (seis masculinos e três femininos) no grupo Equoterapia e cinco (três masculinos e dois femininos) no grupo Fisioterapia, idade média 13,2 (±2,2) e 14,2 (±3,1) anos, respectivamente. Foram realizados 30 atendimentos de cada modalidade terapêutica, com duração de 30 minutos cada, uma vez por semana. A pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio foram coletadas antes, durante e depois das intervenções (repouso inicial 1 e 10 min, durante 1, 15 e 30 min de atividade, e no repouso final 1 e 10 min). As coletas eletromiográficas de superfície dos membros inferiores, os testes Timed up and Go (TUG) e 30 Seconds Chair Stand Test (30 CST) foram realizados antes e após os 30 atendimentos. Resultados: A análise da pressão arterial sistólica apresentou diferenças significantes (p<0,001) no 30º atendimento no grupo Fisioterapia. Na frequência cardíaca de ambos os grupos houve diferenças significantes nos momentos 1, 15 e 30 minutos das atividades comparados com os repousos iniciais e finais, no entanto, o grupo Equoterapia apresentou valores mais baixos comparado ao grupo Fisioterapia. Nas análises eletromiográficas no domínio do tempo, não foram observados resultados significativos ao comparar pré e pós intervenção nos dois grupos. No entanto, no domínio da frequência os resultados foram significativos nos músculos vasto lateral direito (p=0,049) e bíceps femoral direito (p=0,005) no grupo Equoterapia e na musculatura reto femoral direito (p=0,050), vasto lateral direito (p=0,035), vasto, bíceps femoral direito (p=0,017) e vasto medial esquerdo(p=0,006) na Fisioterapia. No teste 30 CST, não foram observados resultados significativos nas comparações entre pré e pós intervenções em ambos os grupos. No teste TUG observou diferenças estatisticamente significantes (p=0,006) no grupo Equoterapia, comparando-se o pré e pós intervenção (1º e 30º atendimentos). Conclusão: A Equoterapia não alterou significativamente o comportamento da pressão arterial após os atendimentos, assim como a frequência cardíaca e a saturação de oxigênio. Entretanto, proporcionou melhora na mobilidade funcional e menor risco de fadiga quando comparada à Fisioterapia. A Fisioterapia promoveu uma redução nos valores da pressão arterial sistólica após um período de intervenção e maior risco de fadiga. No entanto, ambas as intervenções são práticas seguras para os parâmetros cardiovasculares de adolescentes com síndrome de Down.
Resumo: Introduction: Cardiovascular diseases are the major cause of mortality in the world population and individuals with Down syndrome have a markedly increased risk of developing these diseases. Some of the factors that contribute to cardiovascular events are high blood pressure, sedentary lifestyle, low adaptive heart rate response and blood pressure during physical activities. Muscular hypotonia, characteristic of Down Syndrome, compromises functional mobility, muscular strength and consequently muscular electrical activity. Objectives: To evaluate the effects of Hippotherapy and physiotherapy on the values of the cardiovascular, muscular and functional parameters of adolescents with Down syndrome. Materials and Methods: The study included 14 subjects with Down syndrome divided into two groups: nine (six male and three female) in the Hipotherapy group and five (three male and two female) in the Physiotherapy group, mean age 13.2 ± 2.2) and 14.2 (± 3.1) years, respectively. A total of 30 sessions of each treatment modality were performed with a duration of 30 minutes each, once a week. Blood pressure, heart rate and peripheral oxygen saturation were collected before, during and after the interventions (initial rest 1 and 10 min, during 1, 15 and 30 min of activity, and at final rest 1 and 10 min). The surface electromyographic collections of the lower limbs, the Timed Up and Go (TUG) and 30 Seconds Chair Stand (30 CST) tests were performed before and after the 30 sessions. Results: The systolic blood pressure analysis presented significant differences (p <0.001) in the 30th session in the physiotherapy group. In the heart rate of both groups there were significant differences in moments 1, 15 and 30 minutes of the activities compared to the initial and final rest, however, the group Hippotherapy presented lower values compared to the physiotherapy group. In the 30 CST test, no significant results were observed in the comparisons between pre and post interventions in both groups. In the electromyographic analyzes in the time domain, no significant results were observed when comparing pre and post intervention in both groups. However, in the frequency domain the results were significant in the right vastus lateralis muscle (p = 0.049) and right biceps femoris (p = 0.005) in the hippotherapy group; and right femoral muscle (p = 0.050), right vastus lateralis (p= 0.035), right femoral biceps (p = 0.017) and left medial vastus (p =0.006) in physiotherapy. In the 30 CST test, no significant results were observed in the comparisons between pre and post interventions in both groups. In the TUG test, we observed statistically significant differences (p = 0.006) in the Hippotherapy group, comparing the pre and post intervention (1st and 30th sessions). Conclusion: Hippotherapy did not significantly alter the behavior of blood pressure after the sessions, as well as heart rate and oxygen saturation. However, it provided an improvement in functional mobility and reduced risk of fatigue when compared to Physiotherapy. Physiotherapy promoted a reduction in systolic blood pressure values after a period of intervention and greater risk of fatigue. However, both interventions are safe practices for the cardiovascular parameters of adolescents with Down syndrome.
Palavras-chave: Terapia assistida por cavalos.
Frequência cardíaca.
Pressão arterial.
Oximetria.
Eletromiografia.
Síndrome de Down.
Hippotherapy.
Heart rate.
Blood pressure.
Oximetry.
Electromyography.
Down syndrome.
Área do CNPQ: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Sigla da instituição: UFTM
Departamento: Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
Citação: BEVILACQUA JUNIOR, Domingos Emanuel. Avaliação cardiovascular, muscular e da mobilidade funcional de adolescentes com síndrome de Down atendidos na Equoterapia e Fisioterapia. 2018. 98f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2018.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
Data do documento: 23-Jan-2018
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