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Tipo: Dissertação
Título: Estudo das relações entre resiliência, autocuidado e controle metabólico em pacientes com diabetes mellitus
Título(s) alternativo(s): Study of the relationships between resiliance, sef-care, and metabolic control in patients with diabetes mellitus
Estudio de las relaciones entre resiliencia, autocuidado y control metabolico em pacientes com diabetes mellitus
Autor: ARAÚJO, Ana Cláudia Moura Caetano 
Primeiro orientador: BORGES, Maria de Fátima
Resumo: INTRODUÇÃO: O diabetes mellitus é uma doença que impacta significativamente a vida do indivíduo. De forma a corroborar na adaptação positiva frente aos desafios internos e externos vivenciados com o diagnóstico da mesma, a resiliência contribui no processo de aceitação da doença. Além disso, pode colaborar para maior adesão às atividades de autocuidado com o diabetes, além de promover melhor controle metabólico e lipídico. OBJETIVOS: Avaliar o perfil e a relevância da resiliência em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2), bem como sua utilização no comportamento de autocuidado e no controle metabólico. MÉTODOS: Estudo descritivo transversal, de abordagem quantitativa, realizado no ambulatório de Diabetes do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC/ UFTM). Para a coleta dos dados foram utilizados os instrumentos: ficha de identificação; ficha de exames laboratoriais; questionário de classificação socioeconômica; Escala de Resiliência (ER) e Questionário de Atividades de Autocuidado com o diabetes (QAD). A análise dos dados foi realizada pelo software SPSS, versão 21.0. Foram realizadas as análises descritivas e as variáveis categóricas foram analisadas pelo Teste t de Student para dois grupos independentes ou ANOVA para três ou mais grupos independentes. Para as correlações foi utilizado o Teste de Correlação de Pearson. O nível de significância adotado para todos os testes foi de 5% (p ≤ 0,05) ou entre 5 e 6% (borderline- 0,05 <p<0,06). RESULTADOS: Foram avaliados 181 pacientes, sendo 56 pacientes com DM1 e 125 pacientes com DM2. Para o grupo com DM1, houve predomínio do sexo feminino (73,2%; n=41), com idades entre 30 e 60 anos (68%; n = 38). Ao se avaliar a resiliência, o grupo com DM1 apresentou 129,3 ± 23,3 pontos. Da avaliação do autocuidado sete itens apresentaram médias desejáveis: Comer cinco ou mais porções de frutas e/ou vegetais (5,2 ± 2,2); Não comer doces (5,6 ± 1,9); Avaliar açúcar no sangue (5,2 ± 2,6); Examinar os pés (5,2 ± 2,7); Secar os espaços entre os dedos dos pés depois de lavar (5,5 ± 2,7); Tomar medicamentos do diabetesconforme recomendado (7,0 ± 0,0) e Tomar injeções de insulina conforme recomendado (7,0 ± 0,1). Ao se analisar as médias de controle glicêmico, a maioria dos pacientes apresentou controle inadequado, e em relação às médias do perfil lipídico, observou-se um padrão desejável. Para o grupo com DM2, observou-se predomínio do sexo feminino (69,6%; n = 87), sendo 63,2% com idade superior a 60 anos (n = 79). Ao se avaliar a resiliência, observou-se 134, 9 ± 23,4 pontos. Ao se avaliar o autocuidado, observou-se médias desejáveis em seis itens: Seguir orientação alimentar (5,1 ± 2,3); Comer 5 ou mais porções de frutas e/ou vegetais (5,0 ± 2,2); Não comer doces (6,1 ± 1,3); Secar os espaços entre os dedos dos pés depois de lavar (5,9 ± 2,4); Tomar os medicamentos do diabetes conforme recomendado (6,9 ± 0,4) e Tomar comprimidos para o diabetes conforme recomendado (6,6 ± 1,4). Ao se analisar as médias do controle glicêmico, observouse controle inadequado na maioria dos pacientes com DM2. Em relação às médias do perfil lipídico, observou-se padrões desejáveis. Das correlações, o grupo DM1, a resiliência associou-se positivamente aos itens alimentação específica e cuidados com os pés, e, no controle metabólico, houve associação positiva e inversa ao controle glicêmico de longo prazo. A dimensão do autocuidado monitorização da glicemia associou-se positiva e inversamente ao controle glicêmico de longo prazo e à variabilidade glicêmica; já no perfil lipídico, positivamente ao LDL-c e NHDL-c pela dimensão cuidados com os pés e com o HDL-c pela dimensão Atividade Física. Para o grupo com DM2, a resiliência não se associou ao autocuidado, porém, no controle metabólico e lipídico, houve associação positiva com o HDL-c. Às atividades de autocuidado mostram-se sensíveis ao controle metabólico e lipídico. CONCLUSÃO: Observou-se que o comportamento resiliente pode ser uma ferramenta de adaptação às limitações impostas pelo diabetes, de forma que a aceitação da doença propicia um melhor autocuidado, repercutindo de forma positiva no controle metabólico dos pacientes estudados.
Resumo: INTRODUCTION: Diabetes mellitus is a disease that significantly impacts the life of the individual. In order to corroborate in the positive adaptation to the internal and external challenges experienced with its diagnosis, resilience contributes to the process of acceptance of the disease. In addition, it can contribute to greater adherence to self-care activities with diabetes, in addition to promoting better metabolic and lipid control. OBJECTIVES: To evaluate the profile and relevance of resilience in patients with diabetes mellitus type 1 (DM1) and type 2 (DM2) and the impact in the behavior of self-care and metabolic control. METHODS: A crosssectional descriptive study, with a quantitative approach, performed in the outpatient clinic of Diabetes of the General Hospital of the Federal University of Triângulo Mineiro (HC/UFTM). For data collection, the following instruments were used: identification form; instrument for laboratory information; socioeconomic classification; the Resilience Scale (ER) and a Questionnaire of Diabetes Self-Care Activities (QAD). The analysis of the data was performed by the software SPSS, version 21.0. Descriptive analyses were performed and the categorical variables were analyzed by Student's t-Test for two independent groups or ANOVA for three or more independent groups. For the correlation analyses, the Pearson Correlation test was used. The level of significance was 5% (p ≤ 0.05) or borderline 0,05<p<0,06. RESULTS: 181 patients were evaluated, 56 patients with DM1 and 125 with DM2. For the group with DM1, there was a predominance of females (73.2%; n=41), between the ages of 30 and 60 years (68%; n = 38). When evaluating the resilience, patients with DM1 showed 129.3 ± 23.3 points. In the assessment of self-care seven items showed desirable results: Eating five or more fruits and/or vegetables (5.2 ± 2.2), Not eating sweets (5.6 ± 1.9); Evaluating blood sugar (5.2 ± 2.6); Foot examination (5.2 ± 2.7); Drying the spaces between the toes after bath (5.5 ± 2.7); Taking diabetes medications as recommended (7.0 ± 0.0); and Taking insulin injections as recommended (7.0 ± 0.1). When analyzing the glycemic control means,the majority of the patients presented an inadequate control, and in relation to the means of the lipid profile, the results presented a desirable pattern. For the group with DM2, a predominance of the female sex was observed (69.6%; n = 87), with 63.2% over the age of 60 years (n = 79). When evaluating the resilience the group with DM2, presented a score 134.9 ± 23.4 points. In the assessment of self-care, a desirable mean in six items: Following dietary guidance (5.1 ± 2.3); Eating 5 or more fruits and/or vegetables (5.0 ± 2.2), Not eating sweets (6.1 ± 1.3); Drying the spaces between the toes after washing them (5.9 ± 2.4); Taking the medications of diabetes as recommended (6.9 ± 0.4); and Taking oral medications for diabetes as recommended (6.6 ± 1.4). When analyzing the means of glycemic control, it was observed that the majority of patients with DM2 presented an inadequate control. In relation to the lipid profile, the mean values found showed desirable results. From the correlation analysis, it was observed that, in the group with DM1, resilience was associated positively with the following items: Specific diet and Foot care; in metabolic control, there was a reverse and positive association with long term glycemic control. The dimension of self-care, Monitoring of blood glucose, was positively and inversely associated to long-term glycemic control and to the glycemic variability, and about the lipid profile, the dimension of Foot care was positively associated to LDL-c and NHDL-c and the HDL-c was associated with the Physical Activity dimension. For the group with DM2, the resilience was not associated with the self-care. However, in the metabolic and lipid controls, there was a positive association with HDL-c. The metabolic and lipid controls of the group with DM2 showed themselves to be sensitive to the activities of self-care. CONCLUSION: It was observed that the resilient behavior can be a tool to adapt to the limitations imposed by diabetes, so that the acceptance of the disease leads to a better selfcare, positively affecting the metabolic control of the patients studied.
INTRODUCCIÓN: La diabetes mellitus es una enfermedad que afecta perceptiblement la vida del individuo. Com el fin de corroborar em la adaptación positiva frente a los desafios internos y externos vivenciados com el diagn´sotico de la misma, la resiliência contribuye em el processo de aceptación de la enfermedad. Además, puede colaborar para uma mayor adhesión a las atividades de autocuidado com la diabetes, además de promover um mejor control metabólico y lipídico. OBJETIVOS: eEvaluar el perfil y la relevancia de la resiliencia en pacientes con diabetes mellitus tipo 1 (DM1) y diabetes mellitus tipo 2 (DM2) y su utilización en el comportamiento de autocuidado y en el control metabólico. MÉTODOS: Estudio descriptivo transversal, de abordaje cuantitativo, realizado en el ambulatorio de Diabetes del Hospital General de la Universidade Federal del Triángulo Mineiro (HC/UFTM). Para coleccionar a los datos se utilizó los instrumentos: formulario de identificación; formulario de exámenes laboratoriales; cuestionario de clasificación socioeconómica; Escala de Resiliencia (ER) y Cuestionario de Actividades de Autocuidado con el diabetes (QAD). El análisis de los datos fue hecho con el software SPSS, versión 21.0. Se realizó a los análisis descriptivos y se analizó a las variables categóricas por el Teste t de Student cuando había dos grupos independientes o por el ANOVA cuando había tres o más. Para correlacionar a las variables se utilizó al Test de Correlación de Pearson. El nivel de significancia adoptado para todos los tests fue de 5% (p ≤ 0,05) o entre 5 y 6% (borderline - 0,05<p<0,06). RESULTADOS: Se evaluó a 181 pacientes, 56 con DM1 y 125 con DM2. En el grupo con DM1, el sexo femenino predominó (73,2%; n=41), así como las personas entre 30 y 60 años (68%; n = 38). En la evaluación de la resiliencia, se observó que los pacientes con DM1 tuvieron 129,3 ± 23,3 puntos. De la evaluación del autocuidado, se observó que siete temas presentaron médias buenas como: Comer cinco o más porciones de frutas y/o hortalizas (5,2 ± 2,2); No comer dulces (5,6 ± 1,9); Evaluar el azúcar en la sangre (5,2 ± 2,6); Examinar a los pies (5,2 ±2,7); Secar los espacios entre los dedos de los pies después de limpiarlos (5,5 ± 2,7); Tomar medicamentos para el diabetes conforme recomendación (7,0 ± 0,0) y Tomar inyecciones de insulina conforme recomendación (7,0 ± 0,1). Cuando se analizó a las medidas de control glicémico, la mayoría de los pacientes presentó médias de control inadecuadas, y con respecto a las medias del perfil lipídico, ellas presentaron un patrón deseable. Para el grupo con DM2, se observó predominio del sexo femenino (69,6%; n = 87), con 63,2% mayores que 60 años (n = 79). En la evaluación de la resiliencia, se observó que el grupo con DM2 presentó puntuación 134, 9 ± 23,4 puntos. En la evaluación del autocuidado, se observó medias deseables en seis temas: Seguir orientaciones alimentares (5,1 ± 2,3); Comer 5 o más porciones de frutas y/o hortalizas (5,0 ± 2,2); No comer dulces (6,1 ± 1,3); Secar los espacios entre los dedos de los pies después de limpiarlos (5,9 ± 2,4); Tomar los medicamentos de la diabetes conforme recomendación (6,9 ± 0,4) y Tomar a los comprimidos para la diabetes conforme recomendación(6,6 ± 1,4). En los análisis de las médias de control glicémico, se observó que la mayoría de los pacientes con DM2 presenta control inadecuado. Con respecto a las medias del perfil lipídico, los valores presentaron patrones deseables. En el análisis de correlación, se observó que en grupo DM1, la resiliencia se asoció positivamente con los temas Alimentación específica y Cuidados con los pies, y en el control metabólico, hubo asociación positiva e inversa con el control glicémico de larga duración. La dimensión del autocuidado Monitorización de la glucemia se asoció positiva y inversamente al control glucémico de larga duración y a la variabilidad glucémica, y en perfil lipídico, positivamente al LDL-c y NHDL-c por la dimensión cuidados con los pies y con el HDL-c, por la dimensión Actividad Física. Para el grupo con DM2, la resiliencia no se asoció al autocuidado. Sin embargo, en el control metabólico y lipídico hubo asociación positiva con HDL-c. El control metabólico y lipídico, en el grupo DM2, fue sensible a las actividades de autocuidado. CONCLUSIÓN: Se observó que el comportamiento resiliente puede ser una herramienta de adaptación a las limitaciones impuestas por el diabetes, de modo que la aceptación de la enfermedad permite un autocuidado mejor, y refleje positivamente en el control metabólico de los pacientes estudiados.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus.
Resiliência Psicológica.
Autocuidado.
Diabetes Mellitus.
Psychological Resilience.
Self Care.
Diabetes Mellitus.
Resiliencia Psicológica.
Autocuidado.
Área do CNPQ: Enfermagem
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Sigla da instituição: UFTM
Departamento: Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Graduação em Enfermagem
Programa: Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde
Citação: ARAÚJO, Ana Cláudia Moura Caetano. Estudo das relações entre resiliência, autocuidado e controle metabólico em pacientes com diabetes mellitus. 2018. 228f. Dissertação (Mestrado em Atenção à Saúde) - Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2018.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
Data do documento: 17-Dec-2018
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde

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