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Tipo: Dissertação
Título: Verticalidade e equilíbrio de tronco no acidente vascular cerebral agudo
Título(s) alternativo(s): Subjetivas verticais como método de avaliação em acidente vascular cerebral: uma revisão sistemática
Subjective verticals as an evaluation method in post-stroke patients: a systematic review
Percepção de verticalidade e controle postural em acidente vascular cerebral na fase aguda
Verticality perception and postural control in acute post-stroke stage patients
Autor: FERREIRA, Luana Ribeiro 
Primeiro orientador: SOUZA, Luciane Aparecida Pascucci Sande de
Resumo: O acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença cerebrovascular que atinge o encéfalo, causada pela interrupção do fornecimento de sangue para o encéfalo, na maioria dos casos, vasos sanguíneos são obstruídos devido aterosclerose, ou é bloqueado por um coágulo, esses impedem o fornecimento de oxigênio e nutrientes, causando danos ao encéfalo. Os pacientes com AVC frequentemente exibem déficits posturais e percepção da verticalidade alterada. Esta dissertação contém dois estudos que foram desenvolvidos durante o mestrado. Estudo 1: Foi realizada inicialmente uma revisão sistemática. O título do artigo é “Subjetivas verticais como método de avaliação em Acidente Vascular Cerebral: uma revisão sistemática” e tem como objetivo realizar uma revisão sistemática das características metodológicas de diferentes protocolos de avaliação das subjetivas verticais descritas na literatura, em indivíduos após AVC. Concluímos que embora uma direção geral de como realizar os testes seja apresentada nas pesquisas, estudos futuros são necessários tanto para determinar o número de repetições, a angulação inicial do teste, e o dispositivo ideal a ser utilizado, quanto para adequação do teste em diferentes condições, para assim avaliar com segurança as subjetivas verticais. Estudo 2: “Percepção de Verticalidade e Controle Postural em Acidente Vascular Cerebral na Fase Aguda”, com o objetivo de analisar a subjetiva vertical visual e a subjetiva vertical háptica e comparar com indivíduos saudáveis e pontos de corte de normalidade da literatura. Além de relacionar com o comprometimento do tronco nos indivíduos após acidente vascular cerebral na fase aguda. De modo geral, a percepção da verticalidade nos indivíduos com AVC mostrouse alterada quando comparado com indivíduos saudáveis e os pontos de corte da literatura. Não houve correlação entre a percepção de verticalidade e o comprometimento de tronco, porém os resultados da EDT corroboraram com resultados prévios encontrados na literatura.
Resumo: Stroke is a cerebrovascular disease that strikes the brain. It is caused by disruption of the blood supply to the brain. In most cases, blood vessels are obstructed due to atherosclerosis, or it is blocked by a clot, preventing the supply of oxygen and nutrients, and causing damage to the encephalon. Stroke patients often exhibit postural deficits and altered verticality perception. This dissertation contains two studies developed during the master's degree. Study 1: A systematic review was initially performed. The title of the article is "Vertical subjective as a method of evaluation in cerebral vascular accident: a systematic review", and it aims to carry out a systematic review of the methodological characteristics of different protocols of evaluation of subjective vertical described in the literature in individuals after stroke. We conclude that although a general direction of how to perform the tests is presented in the surveys, future studies are necessary both to determine the number of repetitions, the initial angulation of the test, and the ideal device to be used, as well as to suit the test in different conditions , in order to safely evaluate the vertical verticals. Study 2: "Perception of Verticality and Postural Control in Acute Vascular Stroke Stage", aiming to analyze the subjective vertical visual and the subjective vertical haptics, and compare both with healthy individuals and cutoff points of normality in the literature. In addition, to relate the involvement of the trunk in individuals after stroke in the acute phase. In general, the perception of verticality in individuals with stroke was altered when compared to healthy individuals and the cut-off points of the literature. There was no correlation between the perception of verticality and the trunk impairment, but the results of the EDT corroborated with previous results found in the literature.
A percepção alterada da verticalidade tem sido observada em pacientes após Acidente Vascular Cerebral (AVC). A verticalidade pode ser avaliada por meio de três modalidades: a Subjetiva Vertical Visual (SVV), que avalia o papel da visão e do sistema vestibular na orientação vertical da postura, a Subjetiva Vertical Háptica (SVH), que investiga a influência proprioceptiva na orientação da verticalidade e a Subjetiva Vertical Postural (SVP), que avalia a influência da postura do tronco durante as reações de verticalidade. Até o momento, o uso das subjetivas verticais como forma de avaliação tem sido bastante diversificado no paciente com AVC, sem um padrão determinado de mensuração. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática das características metodológicas de diferentes protocolos de avaliação das subjetivas verticais descritas na literatura, em indivíduos após AVC. A busca sistemática da literatura foi realizada por dois pesquisadores independentes utilizando as bibliotecas PUBMED, Portal Regional da BVS (MEDLINE, LILACS, IBECS, CUMED, Index Psicologia, LIS), CINAHL, Scopus, Web Of Science, SCIENCE DIRECT, Cochrane Library e PEDro, até o mês de novembro de 2018, sem limitação de data e idioma. Os termos utilizados na busca foram: Acidente Vascular Cerebral, Reabilitação, Teste de função vestibular, SVV, SVH, SVP e seus sinônimos. Foram incluídos estudos que utilizaram as subjetivas como método de avaliação da verticalidade em indivíduos que sofreram AVC. Dos 16 estudos incluídos, a maioria deles (87,5%) avaliou a SVV, cinco (31,3%) a SVP e quatro (25%) a SVH. De modo geral, para realização das avaliações os indivíduos foram posicionados sentados. A avaliação da SVV, foi realizada com estímulo luminoso, em sala escura, e os indivíduos indicavam a posição vertical por meio de comando verbal. Na avaliação da SVH, os indivíduos, vendados, foram orientados a ajustar uma barra na posição vertical e na avaliação da SVP, os indivíduos também com os olhos vendados, foram orientados a ajustar-se na posição vertical após a cadeira ser girada de forma passiva. Embora uma direção geral de como realizar os testes seja apresentada nas pesquisas, estudos futuros são necessários tanto para determinar o número de repetições, a angulação inicial do teste, e o dispositivo ideal a ser utilizado, quanto para adequação do teste em diferentes condições, para assim avaliar com segurança as subjetivas verticais.
The verticality misperception has been observed in patients after stroke. The verticality may be evaluated by three methods: Subjective Visual Vertical, Subjective Haptic Vertical, and Subjective Postural Vertical. Until now, the use of vertical subjective as a form of evaluation has been very diversified in post-stroke patients. The aim of this study was to systematically review the methodological characteristics of different subjective vertical evaluation protocols described in the literature in post-stroke patients. The systematic search was performed by two independent researchers using the libraries PUBMED, Regional Portal of BVS (MEDLINE, LILACS, IBECS, CUBMED, Psychology Index, LIS), CINAHL, SCOPUS, Web of Science, Science Direct, Cochrane Library, and PEDro until the month of November 2018 and without limitation of date and language. The terms used in the search were Cerebral Vascular Accident, Rehabilitation, Vestibular function test, SVV, SHV, SPV and their synonyms. It was included studies with post-stroke patients evaluated by the subjective vertical method. Among 16 studies included, most of them (87.5%) evaluated SVV, five (31.3%) the SPV, and four (25%) the SHV. In general, during the performance of the evaluations, the individuals were seated. The SVV evaluation was performed with light stimulus in a dark room, and the individuals indicated the vertical position by verbal command. In the SHV evaluation, blindfolded individuals were instructed to adjust a bar in upright position, and in the SPV, blindfolded individuals were instructed to adjust in the upright position after the chair has been rotated passively. Even though a general direction of how to carry out the tests is presented in the researches, future studies are need both to determine the number of repetitions, the initial angulation of the test, and the ideal device to be used, as well as to suit the test under different disorders.
A percepção de verticalidade alterada e os déficits no controle postural são frequentes nos sobreviventes de Acidente Vascular Cerebral, e devem ser levados em consideração para estabelecer programas de reabilitação. A verticalidade pode ser avaliada por meio da subjetiva vertical visual e subjetiva vertical háptica e o controle de tronco por meio da escala de deficiência de tronco. Nesse sentido, este estudo analisou a subjetiva vertical visual e a subjetiva vertical háptica e as comparou com indivíduos saudáveis e pontos de corte de normalidade da literatura além de relaciona-las com o comprometimento do tronco nos indivíduos após acidente vascular cerebral na fase aguda. Foram incluídos neste estudo transversal, 13 indivíduos com AVC na fase aguda e 12 indivíduos saudáveis. A avaliação da SVV foi realizada por meio do teste do balde, a SVH foi realizada com os olhos fechados, através de rotações aleatórias de uma barra no sentido horário ou antihorário e o comprometimento do tronco foi avaliado por meio da EDT. A comparação entre os achados da SVV e SVH entre os participantes com AVC, indivíduos saudáveis e corte de normalidade da literatura foi analisada pelo teste t paramétrico não pareado (p <0,05). A relação entre as variáveis, verticalidade e comprometimento de tronco foi realizada pela correlação de Pearson. Os indivíduos com AVC apresentaram maior variabilidade e maior valores de desvio de SVV quando comparados ao grupo saudável (p = 0,003) para o sentido horário (direita). Ao comparar comprometimento motor direito e esquerdo com o grupo de saudáveis, houve uma diferença estatisticamente significativa entre comprometimento motor direito e os saudáveis (p = 0,006) para SVV direita e entre comprometimento motor esquerdo e os saudáveis (p = 0,045) para SVH direita. Ao comparar com os dados de normalidade da literatura, houve diferença estatisticamente significativa quando comparamos a proporção de indivíduos com AVC e indivíduos saudáveis para SVV direita e esquerda (p < 0,001) que considera como ponto de corte 2,5°. A percepção de verticalidade não mostrou correlação com o comprometimento de tronco. De modo geral, a percepção da verticalidade nos indivíduos com AVC mostrou-se alterada quando comparado com indivíduos saudáveis e os pontos de corte da literatura. Não houve correlação entre a percepção de verticalidade e o comprometimento de tronco, porém os resultados da EDT corroboraram com resultados prévios encontrados na literatura.
The altered verticality perception and deficits in postural control are frequent in stroke survivors, and it should be taken into account to establish rehabilitation programs. Verticality can be assessed by means of vertical subjective and subjective vertical haptics, and trunk control through the trunk deficiency scale. In this sense, this study analyzed the subjective vertical visual and the subjective vertical haptics comparing them with healthy individuals and cut-off points of normality in the literature, and related them with the involvement of the trunk in the individuals after stroke in the acute phase. In this cross-sectional study, 13 subjects with acute stroke and 12 healthy individuals were included. SVV evaluation was performed by bucket test, SVH was performed with eyes closed, by random rotations of a bar clockwise or counterclockwise and trunk impairment was assessed by EDT. Comparison between SVV and SVH findings among stroke participants, healthy subjects, and normality of the literature was analyzed by the unpaired parametric t test (p <0.05). The relationship between the variables, verticality and trunk impairment was performed by Pearson's correlation. Individuals poststroke presented greater variability and higher SVV deviation values when compared to the healthy group (p = 0.003) for the clockwise direction (right). Comparing right and left motor impairment with the healthy group, there was a statistically significant difference between right and healthy motor impairment (p = 0.006) for right SVV and between left motor impairment and healthy (p = 0.045) for right SVH. Comparing the literature normality data, there was a statistically significant difference comparing the proportion of individuals with stroke and healthy subjects for right and left SVV (p <0.001), which considers a 2.5 ° cut-off point. The perception of verticality showed no correlation with the trunk impairment. In general, the perception of verticality in individuals with stroke was altered when compared with healthy individuals and the cut-off points of the literature. There was no correlation between the perception of verticality and the trunk impairment, but the results of the EDT corroborated with previous results found in the literature.
Palavras-chave: Acidente vascular cerebral.
Tronco.
Verticalidade.
Stroke.
Trunk and verticality.
Subjetiva vertical postural.
Avaliação.
Subjetiva vertical visual.
Subjetiva vertical háptica.
Evaluation.
Verticality.
Subjective visual vertical.
Subjective haptic vertical.
Subjective postural vertical.
Trunk.
Área do CNPQ: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Sigla da instituição: UFTM
Departamento: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
Programa: Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia
Citação: FERREIRA, Luana Ribeiro. Verticalidade e equilíbrio de tronco no acidente vascular cerebral agudo. 2019. 81f . Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) - Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2019 .
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
Data do documento: 5-Jul-2019
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia

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